"...acostumado a apenas consumir pessoas como se consomem cigarros, a gente fuma, esmaga a ponta no cinzeiro, depois vira na privada, puxa a descarga, pronto, acabou. Desculpe mas foi só mais um engano? E quantos ainda restam na palma da minha mão? Ah, me socorre que hoje não quero fechar a porta com essa fome na boca…"
e ela, a amiga, entende assim:
"A solução, concordo, não está na temperança. Nunca esteve nem vai estar. Sempre achei que os dois tipos mais fascinantes de pessoas são as putas e os santos, e ambos são inteiramente destemperados, certo? Não há que abster-se: há que comer desse banquete. "
mas no final, bem baixinho, pra quase ninguem me ouvir emitindo palavras tão comprometedoras, respondo:
"Não, você não sabe, você não sabe como tentei me interessar pelo desinteressantíssimo."
-
Mas, o desinteressante enfim, pode ter alguma serventia.
Espero que o desinteresse reine por um bom tempo como está reinando na conjuntura atual, assim (quem sabe?) minha vaidade não aumenta? rs
terça-feira, 24 de março de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)